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Casa Mortuária

Casa Mortuária de Barrancos

Localização

Barrancos, Portugal

Tipo

Concurso Público

Ano

2019

Área

240 m2

Colaboração

PAISAGISMO - Arqª Cláudia Correia Gomes
ENGENHARIA - Civiconcebe

A proposta para concurso público apresenta o projecto da Casa Mortuária e a zona envolvente. O objectivo da intervenção era criação de novas dinâmicas e valorização urbanística do miradouro existente que tornou-se uma parte importante do projecto.

O prédio foi posicionado de forma a integrar-se da melhor maneira possível na paisagem envolvente, preservando a vista panorâmica desafogada. O declive até ao edifício é vencido através de uma sucessão de escadas, rampas e patamares, permitindo ao peão capturar uma sucessão de pontos de vista sobre a paisagem.

Localizado no limite da urbanização da vila inspira-se na forma das edificações envolventes possuindo telhados inclinados e uma subtil sobreposição dos seus volumes, tomando como referência a urbanização orgânica da vila onde se localiza.

A Casa Mortuária apresenta uma forte volumetria. É um monólito que, no seu interior, fecha e esconde as suas funções que requerem momentos de contemplação, e que se abre para a paisagem pitoresca do vale através das subtrações na sua forma.

O edifício fica esculpido por fora e também por dentro. Subtrações singulares nos interiores provocam a entrada de luz indireta para os seus espaços mais importantes, criando um ambiente misterioso durante a cerimónia fúnebre, reforçando o momento de introspeção e contemplação. O seu espaço ressoa a um nível profundo da consciência através de formas que não se podem compreender, mas que se podem sentir e experimentar.

O prédio apropria-se de separação entre a função e a fachada, criando os pátios verdes com uma grande altura, isolados do mundo exterior, controlando intensidade da luz mediante uma barreira natural de árvores plantadas e facilitando o fluxo da corrente de ventilação.

A materialidade usada na fachada em reboco da tonalidade de terra, tanto por fora como por dentro do edifício, faz como que a arquitetura fique integrada na envolvente e que se destaque fundamentalmente através das deformações da geometria base.

O conceito de percorrer o monólito esculpido por dentro é reforçado através do pavimento contínuo da mesma tonalidade.

A organização funcional é acompanhada pela intensidade da luz escolhida cuidadosamente para o tipo de utilização de cada espaço.

Assim, a zona de espera torna-se a zona mais iluminada, enquanto que os espaços de culto são sensivelmente mais sombrios – recolhem a luz indireta, formando uma ambiência mais baixa e intimista.

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